A barista que não tomava café

A minha história não começa como a de todo mundo que trabalha com café. Sim, a minha avó fazia café, punha a mesa, tinha pão sempre fresquinho pra acompanhar e tudo mais (aliás, essa ainda é a maneira que a Dona Romana demonstra carinho, até hoje) mas eu, parava no pão fresquinho… Sim meus amigos, é real, eu não tomava café.

Essa realidade seguiu assim por muito tempo na minha vida e quando o café entrou, não foi pela porta da frente. Era 2011, Eu trabalhava numa loja do shopping, fazia faculdade de direito, detestava ambos e alguma coisa precisava me manter acordada pra encarar meu chefe insuportável e meus professores e colegas engravatados (longe de mim ter algo contra a profissão, tenho até familiares que são kkkkk… só não era pra mim) e foi assim que eu comecei a tomar café, ainda que com muito açúcar e muita careta, costumo dizer que foi algo entre desespero e necessidade fisiológica.

Foi em 2014 que finalmente eu me rendi, o Guilherme, na época ainda meu namorado, resolveu do nada fazer um curso de barista, fui com ele e passei o dia numa cafeteria de cafés especiais pela primeira vez na vida… Caminho sem volta, estava escrito numa das portas desse lugar que mudou minha vida e pouco tempo depois era eu quem estava lá pra estudar café. Inauguramos em 2015 uma coffee bike, passamos pra um ponto fixo em 2017, ensinamos, aprendemos, tomamos cafés incríveis e agora, em 2020 inauguramos a primeira micro torrefação focada em cafés especiais de Sorocaba.

Pra quem desdenhava a bebida, até que a gente se deu bem… É por essas e outras que eu costumo dizer que o café me escolheu e não eu a ele. Ele veio assim, chegando de mansinho, como quem não quer nada, sem passado na minha história, mas agora muito presente e cheio de futuro.

PS: Me formei barista e sigo estudando café, agora também como mestre de torra.

PS2: Sim, a cafeteria com o aviso na porta é o Coffee Lab.

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